Só na Benção: Relatório expõe conversa sexual entre missionárias e chefão preso na PCE-MT

Só na Benção: Relatório expõe conversa sexual entre missionárias e chefão preso na PCE-MT

O caso é resultado da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho.

20/09/2026 19:10
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Diálogos analisados pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Fariseus, revelam conversas de conotação sexual envolvendo Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, integrantes do projeto evangélico "Resgatando Vidas" e o preso Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” ou “Chapa”, que está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) há mais de duas décadas.

Renildo é apontado pela investigação como liderança de uma facção criminosa que opera em Mato Grosso e mantinha relacionamento amoroso com Rhavenna mesmo estando preso. Em conversa de 11 de maio de 2026, Rhavenna relata a Wiara Lima Cadore uma frase atribuída a Renildo:

Wiara responde imediatamente:

“Terça vai ser toma toma.”

A própria Polícia Civil registra no relatório que o diálogo possui “evidente conotação pessoal e sexual” e relaciona o episódio às demais conversas nas quais integrantes do projeto tratavam presos e lideranças como namorados, pretendentes e parceiros íntimos.

Em outros trechos do relatório, investigadores afirmam que Rhavenna e Renildo mantinham comunicação frequente por telefone e videochamadas, inclusive durante o período em que ele estava encarcerado.

O documento também registra fotografias do casal dentro da unidade prisional, além de presentes e benefícios que, segundo a investigação, teriam sido fornecidos à missionária.

A Polícia Civil utiliza o diálogo como um dos elementos para sustentar que a proximidade entre as integrantes do projeto religioso e os presos extrapolava a evangelização.

O grupo de WhatsApp "As Faixa Rosa Evangélica"

Administrado por Rhavenna, o grupo reunia mulheres vinculadas formalmente ao projeto de evangelização carcerária "Resgatando Vidas" (vinculado à Penitenciária Central do Estado - PCE).

No entanto, segundo a investigação policial, a atuação do grupo extrapolava completamente a assistência religiosa, revelando relacionamentos amorosos e sexuais com lideranças presas e foragidas de uma facção criminosa, além de intermediação de recados, favores, informações privilegiadas internas dos raios da prisão e expectativa de recebimento de dinheiro e benefícios financeiros.

Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida (Administradora do grupo): Apontada como principal investigada, mantinha vínculo amoroso e íntimo com o preso Renildo da Silva Rios (conhecido como "Chapa", "Velhote" ou apontado como conselheiro do CVMT).

Wiara Lima Cadore: Citada nas conversas por manter laços frequentes e visitas direcionadas a presos (como Pedro Antônio dos Santos, o "Pedrinho/Cotonete", e Luiz Fagner Gomes dos Santos, o "Zóio").

Karolina Lopes Padilha: Integrante do grupo que discutia abertamente os relacionamentos com os presos e mencionava o recebimento de benefícios.

Jéssi Mariane Araujo dos Anjos (conhecida como "Mary" ou "Maryyy"): Participava das conversas sobre os internos, viagens e contatos com o núcleo do Rio de Janeiro.

Lais Barbosa Lopes: Participava de chamadas de vídeo e visitas a detentos no interior do presídio.

Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi (conhecida como "Lolo", irmã de Rhavenna): Integrante do núcleo familiar que também participava da dinâmica de repasses financeiros e interações com os presos.

Fonte: Repórter MT
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