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Papa Leão XIV pede perdão pela demora da Igreja em condenar a escravidão

May 25, 2026  Redação  Contador
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O papa Leão XIV apresentou fez um pedido de desculpas histórico nesta segunda-feira, 25, pelo papel que a Santa Sé desempenhou na legitimação da escravidão e por não tê-la condenado durante séculos, chamando o histórico do Vaticano de “ferida na memória cristã”.

Papas anteriores já se desculparam pelo envolvimento de cristãos no comércio transatlântico de escravos. Mas nenhum papa jamais reconheceu publicamente, muito menos se desculpou, pelo papel que papas anteriores desempenharam ao conceder aos soberanos europeus autoridade explícita para subjugar e escravizar o que chamavam de “infiéis”.

O primeiro papa nascido nos EUA, cuja história familiar inclui tanto pessoas escravizadas quanto proprietários de escravos, apresentou o pedido de desculpas em sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas” (Magnífica Humanidade).

O abrangente manifesto trata da proteção da humanidade em uma era de crescente dependência da inteligência artificial. Leo mencionou o tráfico transatlântico de escravos em relação ao que ele chamou de novas formas de escravidão e colonialismo que a revolução digital está alimentando, como as práticas trabalhistas não regulamentadas na obtenção de minerais raros necessários para chips de IA.

A declaração de Leão veio na forma de uma encíclica papal, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade”, com cerca de 42,3 mil palavras em sua versão em inglês. Ela delineia seu desejo de proteger a dignidade humana e a capacidade de ação em uma era na qual a tecnologia ameaça substituir humanos em muitos papéis profissionais e sociais. Ele a apresentou ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma grande desenvolvedora de IA, em um gesto simbólico de diálogo entre líderes dos mundos espiritual e tecnológico.

Embora enfatize que “a tecnologia não deve ser considerada, em si mesma, como uma força antagonista da humanidade”, ele escreveu que “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”.

Clérigos, acadêmicos e líderes do setor de tecnologia já esperavam o documento do papa há meses, muitos antecipando que ele formaria um dos mais significativos alertas morais já feitos sobre o uso indevido ou excessivo da IA.

Fonte:  Estadão


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