A vereadora Ana Paula Paulino (União), relatora da Comissão do Direito da Mulher na Câmara Municipal de Aragarças, utilizou suas redes sociais nesta semana para manifestar repúdio contra o que classificou como uma postura machista, discriminatória e de perseguição política por parte do presidente da Casa de Leis, o vereador Emerson Leão (PP).
No vídeo divulgado pela parlamentar na internet, ela afirma ter sido constrangida e silenciada durante a sessão ordinária ocorrida no dia 1º de junho, levantando um debate público sobre a violência política de gênero e o desrespeito ao Regimento Interno no legislativo municipal.
O pronunciamento em vídeo, gravado logo após o encerramento dos trabalhos legislativos, expôs o desconforto da vereadora com o tratamento recebido em plenário. “Fiquei surpresa e constrangida com o posicionamento do presidente desta Casa de Lei.
Não tive nem como rebater o posicionamento dele no momento, mas trago aqui a vocês minha nota de repúdio. Por mais mulheres respeitadas em nossa cidade, será que a fala que ele mencionou a mim é porque sou mulher?”, indagou Ana Paula. O Jornal Opção tentou contato com a assessoria do vereador Emerson Leão para esclarecimentos sobre o assunto, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno.
O desabafo de Ana Paula ganhou o apoio imediato de moradores, lideranças locais e defensores dos direitos humanos, que assinaram um manifesto público de repúdio.
O grupo acusa a presidência da Câmara de travar propositalmente o trabalho da vereadora e desrespeitar as regras internas da Casa.
A denúncia detalha que um Projeto de Lei apresentado por ela em março deste ano continua engavetado porque o presidente se recusa a liberá-lo para votação. Enquanto isso, pautas enviadas pelo prefeito correm em ritmo acelerado, com a convocação de sessões extras e votações de última hora para garantir uma aprovação rápida.
Fonte: Jornal Opção - Goiânia