Como as "Atas de Preços de Shows" de Pontal do Araguaia chegaram à Polícia?
"Cavalo de Tróia" seria replicado em outras cidades
As investigações da Operação Cenário Montado tiveram início em janeiro de 2025, a partir de informações repassadas pelo Gaeco, inicialmente para apurar fraudes em licitações no município de Pontal do Araguaia (MT). O esquema utilizava empresas do setor de produção de eventos e shows para fraudar processos licitatórios que resultaram em Atas de Registro de Preços posteriormente usadas de forma reiterada por diversos municípios, por meio de adesões conhecidas como “caronas”, com valores elevados e fortes indícios de direcionamento.
Apenas em três pregões investigados em Pontal do Araguaia, os valores globais chegaram a aproximadamente R$ 25,8 milhões , com possibilidade legal de adesões que poderiam alcançar até R$ 51,7 milhões, dentro do limite de 200% previsto na legislação. Análises técnicas apontaram superfaturamento de até 372,09% em itens como palcos, sistemas de iluminação, geradores, telões de LED e estruturas para eventos.
Após a deflagração das operações, uma pesquisa comparativa revelou queda imediata e significativa nos preços praticados, o que reforçou as suspeitas de manipulação das pesquisas de mercado, repetição textual de orçamentos e ausência de competitividade real entre os fornecedores envolvidos.
Segundo o site: folhadematogrosso.com.br . A Operação Cenário Montado, investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso para apurar suspeitas de fraudes em licitações envolvendo contratos de eventos e estruturas para shows, entre os elementos analisados pelos investigadores está uma conversa extraída do celular de um empresário , na qual aparece uma referência ao ex-prefeito de Pontal do Araguaia (MT) , Adelcino Lopo. Segundo relatório divulgado pelo site, a conversa foi mantida entre o empresário Renan Carlos Rodrigues da Silva e Alessandro dos Santos Oliveira, que ocupava função ligada aos procedimentos de licitação do município.
No diálogo, Alessandro teria afirmado que “o prefeito Adelcino queria o show” e, na sequência, orientado que a apresentação fosse realizada sem cobrança. A conversa também registra a afirmação de que a empresa continuaria responsável por outros eventos.
O material integra o Inquérito Policial nº 63.4.2025.1676, que deu origem à Ação Penal nº 1007521-13.2025.8.11.0004. A análise foi realizada a partir do celular do empresário Renan Carlos Rodrigues da Silva, representante da GR Produções & Eventos.
Pequi com espinhos
As menções ao ex-prefeito são agrupadas, no próprio material apresentado, em quatro pontos principais: a negociação de tendas que teria ocorrido “a mando de Adelcino”; a informação levada ao então prefeito sobre uma possível doação; o relato de que “o prefeito queria o show”; e a convocação de Renan para uma reunião na Prefeitura.
O relatório é relevante porque organiza mensagens, conversas, documentos, notas fiscais e comprovantes de pagamento e fornece elementos para o aprofundamento das investigações. Isso não significa, por si só, que as hipóteses levantadas estejam definitivamente comprovadas.
A Ação Penal nº 1007521-13.2025.8.11.0004 tramita em segredo de justiça, podendo ter novos desdobramentos.
O Site, deixa espaço aberto aos mencionados na reportagem, apresentarem suas versões. Caso haja manifestação, ela deverá ser incorporada à reportagem.
Fonte: https://folhadematogrosso.com.br/policial/relatorio-da-policia-civil-cita-adelcino-lopo-em-suspeitas-de-favorecimento-em-contratos-publicos/
Cavalo de Tróia jogado em Barra do Garças-MT
Com o avanço das apurações, foi identificado que o mesmo padrão fraudulento teria sido replicado em outros municípios da região, incluindo a tentativa de usar os preços em Barra do Garças, por meio de adesões a atas originadas em Pontal do Araguaia. Em um pregão eletrônico específico do município, surgiram indícios de subcontratação integral irregular, execução contratual simulada e continuidade das atividades por empresas ligadas a grupos já sancionados judicialmente.
O prejuízo inicialmente identificado ao erário no núcleo central da investigação foi fixado em R$ 4.208.302,96, valor que motivou o bloqueio e sequestro de recursos. Nas fases anteriores da operação, a Justiça já havia autorizado o sequestro de bens que ultrapassam R$ 21 milhões.
Apenas em três pregões investigados em Pontal do Araguaia, os valores globais chegaram a aproximadamente R$ 25,8 milhões , com possibilidade legal de adesões que poderiam alcançar até R$ 51,7 milhões, dentro do limite de 200% previsto na legislação. Análises técnicas apontaram superfaturamento de até 372,09% em itens como palcos, sistemas de iluminação, geradores, telões de LED e estruturas para eventos.
Após a deflagração das operações, uma pesquisa comparativa revelou queda imediata e significativa nos preços praticados, o que reforçou as suspeitas de manipulação das pesquisas de mercado, repetição textual de orçamentos e ausência de competitividade real entre os fornecedores envolvidos.
Segundo o site: folhadematogrosso.com.br . A Operação Cenário Montado, investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso para apurar suspeitas de fraudes em licitações envolvendo contratos de eventos e estruturas para shows, entre os elementos analisados pelos investigadores está uma conversa extraída do celular de um empresário , na qual aparece uma referência ao ex-prefeito de Pontal do Araguaia (MT) , Adelcino Lopo. Segundo relatório divulgado pelo site, a conversa foi mantida entre o empresário Renan Carlos Rodrigues da Silva e Alessandro dos Santos Oliveira, que ocupava função ligada aos procedimentos de licitação do município.
No diálogo, Alessandro teria afirmado que “o prefeito Adelcino queria o show” e, na sequência, orientado que a apresentação fosse realizada sem cobrança. A conversa também registra a afirmação de que a empresa continuaria responsável por outros eventos.
O material integra o Inquérito Policial nº 63.4.2025.1676, que deu origem à Ação Penal nº 1007521-13.2025.8.11.0004. A análise foi realizada a partir do celular do empresário Renan Carlos Rodrigues da Silva, representante da GR Produções & Eventos.
Pequi com espinhos
As menções ao ex-prefeito são agrupadas, no próprio material apresentado, em quatro pontos principais: a negociação de tendas que teria ocorrido “a mando de Adelcino”; a informação levada ao então prefeito sobre uma possível doação; o relato de que “o prefeito queria o show”; e a convocação de Renan para uma reunião na Prefeitura.
O relatório é relevante porque organiza mensagens, conversas, documentos, notas fiscais e comprovantes de pagamento e fornece elementos para o aprofundamento das investigações. Isso não significa, por si só, que as hipóteses levantadas estejam definitivamente comprovadas.
A Ação Penal nº 1007521-13.2025.8.11.0004 tramita em segredo de justiça, podendo ter novos desdobramentos.
O Site, deixa espaço aberto aos mencionados na reportagem, apresentarem suas versões. Caso haja manifestação, ela deverá ser incorporada à reportagem.
Fonte: https://folhadematogrosso.com.br/policial/relatorio-da-policia-civil-cita-adelcino-lopo-em-suspeitas-de-favorecimento-em-contratos-publicos/
Cavalo de Tróia jogado em Barra do Garças-MT
Com o avanço das apurações, foi identificado que o mesmo padrão fraudulento teria sido replicado em outros municípios da região, incluindo a tentativa de usar os preços em Barra do Garças, por meio de adesões a atas originadas em Pontal do Araguaia. Em um pregão eletrônico específico do município, surgiram indícios de subcontratação integral irregular, execução contratual simulada e continuidade das atividades por empresas ligadas a grupos já sancionados judicialmente.
O prejuízo inicialmente identificado ao erário no núcleo central da investigação foi fixado em R$ 4.208.302,96, valor que motivou o bloqueio e sequestro de recursos. Nas fases anteriores da operação, a Justiça já havia autorizado o sequestro de bens que ultrapassam R$ 21 milhões.


