Delegado diz que estudante de enfermagem poderia ter pedido socorro após parto de bebê encontrada em lixeira

Delegado diz que estudante de enfermagem poderia ter pedido socorro após parto de bebê encontrada em lixeira

28/08/2026 19:12
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A Polícia Civil de Mato Grosso considera que a mulher investigada pela morte da própria filha tinha condições de buscar ajuda logo após o parto. T.G.O.T. é estudante de enfermagem, já tem outro filho e afirmou que deu à luz durante a madrugada, sem contar ao marido.

Para o delegado Rogério Gomes, a formação na área da saúde, mesmo ainda no início, somada à experiência anterior com a maternidade, indica que a investigada sabia que poderia acionar atendimento médico ou pedir auxílio a pessoas próximas.

Segundo o delegado, entre as alternativas estavam chamar o Samu, procurar um vizinho ou acordar o companheiro, que estaria dormindo no momento do parto.

“Ela saberia muito bem como proceder: chamar um socorro, chamar o Samu ou chamar um vizinho”, afirmou Rogério Gomes.

A mulher declarou que o nascimento aconteceu de maneira inesperada e que entrou em desespero. Ela também disse que tomou uma decisão rápida porque o outro filho, de aproximadamente três ou quatro anos, estava na residência e a chamava enquanto ela passava pelo parto.

Bebê nasceu com vida
O exame pericial apontou que a menina nasceu viva e chegou a respirar por alguns instantes. A criança tinha aproximadamente seis meses de gestação e pesava cerca de 750 gramas.

Os peritos não identificaram sinais de agressão, asfixia ou outras lesões físicas.

De acordo com a polícia, a investigada teria colocado a bebê em uma sacola e levado o material até uma lixeira do condomínio. Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação.

Inicialmente, T.G.O.T. negou ter participado do descarte, mas acabou admitindo o ato depois que os investigadores apresentaram as imagens.

Investigação pode mudar enquadramento
A mulher deverá ser indiciada inicialmente por homicídio. A Polícia Civil, porém, aguarda outros exames para verificar se houve ingestão de alguma substância com potencial abortivo.

Caso seja constatado o uso de algum produto para provocar o aborto, a investigação poderá incluir outros crimes ou alterar o enquadramento inicialmente previsto.

Apesar da gravidade do caso, T.G.O.T. permanece em liberdade. Segundo a Polícia Civil, ela tem colaborado com a apuração, realizou os exames solicitados voluntariamente e não apresentou, até o momento, indícios de que pretendesse fugir ou interferir nas investigações.

Fonte: Esporte e Notícias
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