Mãe admite que descartou bebê em lixeira de VG e diz que filha já estava morta

Mãe admite que descartou bebê em lixeira de VG e diz que filha já estava morta

27/08/2026 16:40
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Reprodução

A Polícia Civil identificou a mãe da recém-nascida prematura encontrada morta dentro de uma lixeira de um condomínio em Várzea Grande, no dia 23 de julho. A mulher, de 25 anos, mora no local, foi localizada durante as investigações e ouvida na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A mulher admitiu ser a mãe da bebê e também foi identificada como a pessoa que aparece nas imagens das câmeras de segurança descartando o corpo na lixeira. Em depoimento, ela afirmou que não sabia que estava grávida e relatou que entrou inesperadamente em trabalho de parto enquanto o marido dormia. A mulher admitiu ter descartado o corpo da criança, mas alegou que acreditava que a filha já estava morta.

Segundo a versão apresentada à polícia, o parto ocorreu na noite de 22 de julho, no banheiro da residência, e a mulher teria dado à luz sozinha. Ela afirmou que a bebê aparentava estar sem sinais de vida após o nascimento e, depois de cortar o cordão umbilical, colocou o corpo em uma caixa de papelão junto com a placenta e outros resíduos do parto. Na madrugada, descartou o material na lixeira do condomínio.

A investigada atribuiu a decisão ao “estado de desespero e confusão emocional em que se encontrava” e negou ter utilizado substâncias para provocar o parto ou ter recebido ajuda de terceiros.

A perícia, no entanto, apontou que a recém-nascida nasceu com vida. O laudo de necrópsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou uma menina com aproximadamente 26 semanas de gestação, o equivalente a seis meses, e 750 gramas.

Não foram encontrados sinais de violência física. O exame constatou, porém, indícios de respiração após o nascimento, o que demonstra que a bebê nasceu com vida e sobreviveu por um curto período.

A causa da morte ainda não foi determinada. Uma das hipóteses consideradas pela perícia é que a própria prematuridade tenha contribuído para a morte da criança.

A investigação agora busca esclarecer o que aconteceu entre o nascimento e a morte da bebê. Ainda não foi descartada a possibilidade de que o parto tenha sido provocado pela ingestão de substância abortiva ou por outro tipo de intervenção. A hipótese depende de exames e laudos periciais complementares.

O marido da investigada também prestou depoimento e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela mulher. Segundo ele, somente tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após a repercussão do caso.

A investigação começou depois que um funcionário do condomínio encontrou o corpo em meio ao lixo, dentro de uma caixa de papelão. A recém-nascida estava envolvida em uma sacola plástica e ainda tinha o cordão umbilical.

Com a conclusão das diligências, o inquérito deverá ser encaminhado à Justiça nos próximos dias. A mulher deve ser indiciada, a princípio, por homicídio, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o delegado Rogério Gomes, da DHPP, a classificação jurídica ainda pode ser alterada conforme os resultados dos exames complementares. Caso seja comprovado que o parto foi provocado por meio de prática abortiva, outros crimes, incluindo aborto, poderão ser considerados na investigação.

FONTE: Hiper Notícias
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