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Carta psicografada por Chico Xavier ajudou a salvar jovem de ser condenado por matar amigo

mai 23, 2026  Redação  3 views
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Uma carta psicografada por Chico Xavier ajudou a salvar um jovem de ser condenado por matar um amigo, de acordo com o juiz aposentado Orimar de Bastos, que assinou a sentença em 1979. O réu foi absolvido em um julgamento que aceitou como prova uma carta que seria da própria vítima, afirmando que o tiro havia sido disparado durante uma brincadeira. À época, a decisão repercutiu em todo país e até no exterior.

O caso aconteceu em 8 de maio de 1976, em Goiânia. José Divino Nunes, na época com 18 anos, foi acusado de matar o amigo, Maurício Garcez Henrique, de 15 anos, com um tiro.

De acordo com informações veiculadas no jornal O Popular durante a cobertura do crime, o pai de Maurício, José Henrique Garcez, foi chamado naquele dia ao Hospital Santa Rosa, onde encontrou o filho morto. Maurício estava na casa do amigo quando foi baleado e, imediatamente, as suspeitas caíram sobre José Divino, acusado de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Em entrevista ao g1, o juiz Orimar conta que, anos depois da morte de Maurício, pegou o caso por acaso, quando cobria um plantão de férias de 15 dias na 2ª Vara Criminal de Goiânia.

A carta ditada por Maurício Garcez a Chico Xavier foi publicada na íntegra pelo jornal O Popular após o julgamento. Nela, o jovem teria relatado tudo o que aconteceu naquele dia, além de afirmar que sua morte foi um acidente.

Na sentença que absolveu José Divino, Orimar citou a carta, dizendo que era preciso dar credibilidade às palavras de Maurício, que inocentavam o amigo.

Carta psicografada

José Henrique e Dejanira Garcez, pais da vítima, estavam desconsolados pela morte do estudante e procuraram Chico Xavier, médium e uma das figuras mais importantes do espiritismo no Brasil.

Em entrevista ao g1, Dejanira, de 85 anos, conta que nas primeiras vezes em que estiveram com Chico, receberam apenas pequenos recados. Neles, Maurício dizia que estava sendo bem-tratado e que estava junto de familiares.

Absolvição

A carta psicografada foi anexada ao processo pela defesa do réu e aceita como prova pelo juiz Orimar de Bastos. Assim, a versão de que o tiro foi acidental, dita por Maurício na carta e alegada pela defesa de José Divino, foi aceita no julgamento.

Orimar conta que, após o julgamento, Chico Xavier quis conhecê-lo e o convidou para visitar sua casa em Uberaba, onde ele foi com os pais de Maurício Garcez. Na ocasião, ele disse que recebeu um recado do médium que tem levado por toda a vida.

Por: Por Letícia Fiuza /G1 Goiás


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