O Tribunal do Júri dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri foi remarcado para o dia 29 de setembro de 2026, às 9h, no plenário do Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá. A nova data foi definida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge após a suspensão da sessão em razão de um problema de saúde apresentado por um dos jurados.
A interrupção ocorreu nesta quarta-feira (29), quando o magistrado determinou a dissolução do Conselho de Sentença, impossibilitando a continuidade do julgamento e exigindo a formação de um novo corpo de jurados para a retomada do processo.
A sessão havia começado na terça-feira (28), com a oitiva de seis testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pelas defesas. Com a necessidade de substituir o Conselho de Sentença, o julgamento terá de ser reiniciado para assegurar a regularidade do procedimento.
A acusação seguirá sob responsabilidade dos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso.
Segundo o promotor Vinícius Gahyva Martins, a constituição de um novo Conselho de Sentença torna necessária a repetição dos atos realizados em plenário, embora parte dos depoimentos já colhidos possa ser utilizada no novo julgamento.
Já o promotor Samuel Frungilo destacou que todas as provas produzidas durante a sessão permanecerão anexadas ao processo e poderão ser aproveitadas na continuidade da ação penal.
Respondem pelo homicídio Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de prestar auxílio na execução do crime, e o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, denunciado por participação na ação mediante promessa de recompensa. Os três seguem presos à espera do novo julgamento.
Roberto Zampieri foi morto a tiros em dezembro de 2023, em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Conforme as investigações do Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Paralelamente ao júri desses três réus, outra ação penal ligada ao caso continua em andamento em decorrência do aprofundamento das investigações.
Fonte: Esporte e Notícias


