Barra do Garças - MT

Galvan sobe o tom contra o STF e pede impeachment e prisão de ministros

O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan, voltou a defender publicamente o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que integrantes da Corte deveriam responder criminalmente por decisões que, segundo ele, extrapolam os limites da Constituição. Durante entrevista nesta segunda-feira (03), Galvan criticou o posicionamento de outros pré-candidatos ao Senado sobre o tema e voltou a citar os desdobramentos dos atos de 8 de Janeiro e dos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao justificar sua posição, Galvan afirmou que parte dos pré-candidatos evita tratar do assunto e direcionou críticas a um senador mato-grossense, sem citar seu nome, por entender que ele não reconheceu supostos crimes praticados por ministros da Suprema Corte.

“Como eu já falei inicialmente, eu vou repetir. Aqui já se passaram cinco pré-candidatos ao Senado. Dois, isentões, não tiveram coragem de dar um posicionamento. Dois se posicionaram. E o nosso senador, que é daqui de Mato Grosso, disse que não viu crime nenhum até o momento. Então eu gostaria de saber dele o que aconteceu com o Clezão, o que aconteceu com o 8 de Janeiro. O mesmo cidadão que você sentiu prejudicado julgou as pessoas. Se ele não conseguiu ver crime, como foi muito claro na fala dele, por que está esperando, afinal de contas?”, declarou em entrevista ao Jornal da CBN Cuiabá.

Na sequência, o pré-candidato questionou as condenações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também mencionou o acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, afirmando que houve pressão para obtenção de depoimentos.

“Agora, condenar pessoas inocentes? E como condenaram o nosso ex-presidente Jair Messias Bolsonaro? E mais as pessoas que acompanharam ele? O que ele pode esperar da ameaça que ele fez para o Mauro Cid, querendo punir a esposa, punir filhas? Será que ele não viu nada?”, afirmou.

Galvan também ampliou as críticas ao governo federal, citando investigações envolvendo ministérios e a condução da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre descontos indevidos em benefícios do INSS.

“Cara que não viu nada, que interromperam justamente o que precisava de uma prorrogação sobre a roubalheira do INSS, sobre a CPMI, e fica apoiando o governo? Então, se ele não viu nada, o que você vai fazer? Quem vai acreditar numa pessoa dessa?”, questionou.

Ao final da entrevista, o pré-candidato endureceu o discurso e afirmou que, na sua avaliação, ministros do STF que tenham cometido crimes não apenas deveriam sofrer processos de impeachment, mas também responder criminalmente.

“Com certeza absoluta, pelos crimes cometidos hoje por vários dos ministros — não é um só. Os que apoiam aquilo, porque votam favorável, têm que ser condenados e cassados, não tenho dúvida nenhuma. Ainda não é só impeachment. Pelos crimes que cometeram contra o país e contra pessoas, eles têm que ir para a cadeia. Não é fazer igual nós temos hoje dentro da Justiça, com vendedores de sentença. Está aí denunciado, inclusive no STJ. Esse pessoal é promovido, aposenta ganhando salário integral e ninguém ouviu falar que alguém foi para a cadeia”, concluiu.

 

Fonte: Esporte e Notícias

Nosso Araguaia