O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, afirmou, esta tarde, que não participou do acordo investigado na Operação Heritage, da Polícia Federal, e reiterou que não obteve qualquer benefício decorrente dos supostos fatos narrados na denúncia. Em nota, ele esclareceu que, entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que tramitou o processo no governo, ele não exercia cargo público, inclusive no governo do Estado, e, portanto, “não poderia influenciar absolutamente em nada a decisão de firmar ou não o acordo com a OI”.
O secretário também negou que recursos oriundos do acordo firmado com a empresa OI tenham sido utilizados em benefício próprio ou de sua família e afirmou que todos os valores aportados nas empresas das quais é sócio com o ex-governador Mauro Mendes são provenientes do patrimônio e das atividades do grupo empresarial da família Carvalho.
Mauro Carvalho declarou confiar que, ao término das investigações, os fatos serão devidamente esclarecidos. “Tenho convicção de que, ao final de todo o processo, o caso será esclarecido e a minha inocência e da minha família será comprovada, pois não participei e não me beneficiei do acordo da OI “, afirmou.
Ele reiterou “que não participei e não me beneficiei do acordo sob investigação, acrescento que tenho convicção de que ao final de todo o processo o caso será esclarecido e a minha inocência e da minha família será comprovada”.
Conforme Só Notícias já informou, a PF cumpriu 25 mandados judiciais de buscas, apreensões, bloqueio de bens de investigados e empresas e apreensão de passaportes, para apurar suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada para cumprir 25 mandados de busca e apreensão. “As investigações tiveram origem na análise de um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e empresa privada de telefonia (OI), envolvendo a restituição de valores decorrentes de disputa tributária. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante a utilização de estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e de dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos”, informa a assessoria da PF. O ex-governador Mauro Mendes, o deputado Fabio Garcia, o desembargador Ricardo Almeida, o conselheiro no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Ulysses Rabaneda estão entre os investigados.
Fonte: Só Notícias



