Câmara de Barra do Garças regulamenta participação remota de vereadores investigados pela Polícia

Câmara de Barra do Garças regulamenta participação remota de vereadores investigados pela Polícia

Justiça proíbe cinco vereadores de trocarem informações

11/08/2026 09:32
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Redação:

A vereadora Bianca Freitas (MDB) , de Barra do Garças, utilizou suas redes sociais na noite desta segunda-feira (10) para manifestar indignação diante da regulamentação que permite a participação remota de cinco vereadores investigados pela Operação Mesa Vazia, conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), nas sessões da Câmara Municipal. A investigação apura suposto desvio de aproximadamente 13 mil cestas básicas, destinadas pelo Governo de Mato Grosso a famílias em situação de vulnerabilidade no município. Em sua manifestação, a parlamentar questionou a medida e expôs sua posição sobre a participação dos investigados nos trabalhos legislativos.
A Câmara Municipal de Barra do Garças, por meio da Presidência e do setor jurídico da Casa, colocou em plenário a votação que regulamenta a possibilidade de participação online de vereadores nas sessões ordinárias do Legislativo Municipal.

A medida estabelece condições para que os parlamentares possam acompanhar e participar diretamente das sessões de forma remota, com o objetivo de assegurar a continuidade das atividades legislativas e evitar prejuízos ao andamento das pautas previstas pela Câmara.

De acordo com a regulamentação, pelo menos cinco vereadores poderão participar simultaneamente das sessões de forma online, acompanhando os trabalhos e intervindo nas discussões e deliberações realizadas durante a reunião.

A iniciativa ocorre no contexto do retorno das sessões ordinárias da Câmara, após uma sessão marcada pela ausência de vereadores que são investigados no âmbito da Operação Mesa Vazia.

A medida foi elaborada pela Presidência, em conjunto com o setor jurídico do Legislativo.

Mesa Vazia

A Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em julho de 2026, investiga um esquema criminoso de desvio de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene do programa estadual SER Família Solidário, destinados a famílias vulneráveis em Barra do Garças. A ação cumpriu 47 mandados judiciais contra agentes públicos, incluindo cinco vereadores locais e servidores da Agência de Regulação (AGIRF), suspeitos de interceptar as cargas vindas de Cuiabá para descarregá-las em imóveis particulares e associações privadas sem controle institucional. O desvio gerou um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos, fundamentando apurações pelos crimes de peculato-desvio, associação criminosa e falsidade ideológica.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
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